13, 14 e 15 de Outubro de 1917 – três dias fervilhantes para Almada Negreiros, os “Ballets Russes” e a Revolução de Outubro

A 13 de outubro de 1917, há precisamente um século, os jornais portugueses anunciavam a vinda dos Ballets Russes a Lisboa. Almada Negreiros ficou tão entusiasmado que, no dia seguinte, escreveu um manifesto sobre a companhia de bailado e um dia depois aludiu, noutro texto, à ação da guerra sem saber que vinha aí a Revolução de Outubro na Rússia.

Alta de Lisboa (I parte) – revisitar um passado de pobreza e exclusão

A Alta de Lisboa – marca publicitária da zona que corresponde ao Alto do Lumiar – resultou de um plano de realojamento dos residentes que viviam em situações precárias e de atração de novos moradores. Um investigador da NOVA FCSH tentou perceber de que forma essa inclusão foi feita e como convivem neste espaço o passado e o presente de uma Alta que esteve durante décadas em baixa.

Como se votou em Lisboa nos últimos anos da monarquia?

As épocas eleitorais eram um dos momentos mais agitados da vida política nacional, mas a noção de “campanha eleitoral” era uma tradição urbana, ligada a Lisboa, principal centro político do país. Raramente eram apresentados programas eleitorais e só a partir de 1905 é que os comícios se tornaram frequentes na capital, privilegiando a zona dos Anjos.

Um olhar urbanístico sobre bairros sustentáveis (I parte) – Alvalade

Alvalade (1945), Olivais-Sul (1960) e Telheiras-Sul (1974) são referências de bairros que integraram equipamentos coletivos nos seus planos urbanísticos. O resultado foi uma autonomia e melhor qualidade de vida para quem lá reside. Neste especial de três partes, Alvalade toma a dianteira.

Restelo – um bairro que é afinal um palco de ensaios de bairros

Foi eleito o melhor bairro de Lisboa para se viver em 2012, os moradores gostam de ser associados à zona e é um dos locais de preferência dos arquitetos para viver e trabalhar. Contudo, uma tese de doutoramento em História Contemporânea da NOVA FCSH contraria a própria denominação do Restelo como bairro.

Beato e Marvila – uma proposta de regeneração urbana para as zonas esquecidas da frente ribeirinha oriental

Um dos melhores exemplos de regeneração urbana em Lisboa foi a do Parque das Nações. Contudo, mesmo ao lado, outras áreas da zona ribeirinha oriental, como Beato e Marvila, permaneceram esquecidas. Uma tese de mestrado em Gestão do Território da NOVA FCSH avança com uma proposta para colocá-las novamente no mapa.

Parque das Nações: como uma área marginalizada se converteu numa montra da cidade

A intervenção urbana no âmbito da Expo’98 foi excecional: uma zona industrial, quase desativada e de casas envelhecidas, foi transformada num complexo de lazer, escritórios e habitação de alta qualidade. O Parque das Nações resulta de um fenómeno apelidado de “gentrificação por nova construção”.