“Não toquem na minha Alfama” – segredos de uma marcha popular vencedora

Alfama está “cheia de gente”, afirmava Nuno Lopes, encenador e figurinista da Marcha de Alfama, em março de 2017. Gente “passageira”, pessoas de fora que expulsam as de dentro. Esse foi o conceito que norteou a participação deste bairro no concurso de Marchas Populares de Lisboa em junho, do qual se sagrou vencedor. Futuras antropólogas da NOVA FCSH estiveram no terreno a descobrir os segredos da face espetacular da marcha – os figurinos.

Alfama: o bairro histórico que resistiu ao século XIX

Enfermos, insalubres, incómodos. Numa época em que as ruas se queriam largas e arejadas, era assim que as elites e o poder municipal lisboeta viam os bairros antigos de Lisboa. De todos eles, Alfama foi o mais visado por críticas e planos de modernização, que só não o modificaram irremediavelmente por falta de fundos e de vontade política.

Seis Marias que fizeram nascer o Bairro da Cruz Vermelha

Um ‘engano’ e uma campanha de angariação de fundos fizeram surgir o Bairro da Cruz Vermelha, inaugurado em 1966. No centro, estão seis Marias da Secção Auxiliar Feminina da Cruz Vermelha Portuguesa, que pediram aos microfones da RTP “nem que fosse um escudo” para construir habitações a quem tinha ficado sem elas.

Graça em estado de graça

Diz-se que é uma das zonas mais ricas em edifícios de tipologia operária – conhecidos como vilas operárias –, solução encontrada pela cidade para acolher os trabalhadores fabris vindos de todo o país, mas é muito mais do que isso. Descubra neste roteiro uma outra Graça, onde figuras literárias, fado e outras teias de cultura se cosem com a apertada malha urbana.