Um olhar urbanístico sobre bairros sustentáveis (I parte) – Alvalade

Alvalade (1945), Olivais-Sul (1960) e Telheiras-Sul (1974) são referências de bairros que integraram equipamentos coletivos nos seus planos urbanísticos. O resultado foi uma autonomia e melhor qualidade de vida para quem lá reside. Neste especial de três partes, Alvalade toma a dianteira.

Restelo – um bairro que é afinal um palco de ensaios de bairros

Foi eleito o melhor bairro de Lisboa para se viver em 2012, os moradores gostam de ser associados à zona e foi um dos locais de preferência dos arquitetos para viver e trabalhar. Contudo, uma tese de doutoramento em História Contemporânea da NOVA FCSH contraria a própria denominação do Restelo como bairro.

Beato e Marvila – uma proposta de regeneração urbana para as zonas esquecidas da frente ribeirinha oriental

Um dos melhores exemplos de regeneração urbana em Lisboa foi a do Parque das Nações. Contudo, mesmo ao lado, outras áreas da zona ribeirinha oriental, como Beato e Marvila, permaneceram esquecidas. Uma tese de mestrado em Gestão do Território da NOVA FCSH avança com uma proposta para colocá-las novamente no mapa.

Parque das Nações: como uma área marginalizada se converteu numa montra da cidade

A intervenção urbana no âmbito da Expo’98 foi excecional: uma zona industrial, quase desativada e de casas envelhecidas, foi transformada num complexo de lazer, escritórios e habitação de alta qualidade. O Parque das Nações resulta de um fenómeno apelidado de “gentrificação por nova construção”.

O que teve Hércules a ver com a Inquisição?

A ortodoxia cristã cedo se apropriou, no plano simbólico, da mitologia grega. Hércules, o herói que a espada e fogo matou a temível Hidra, servia de feição para representar a luta do bem contra o mal. Uma associação de ideias que a Inquisição portuguesa não deixou de explorar iconograficamente.

Como veem os reclusos a sua “casa” de Monsanto?

O Estabelecimento Prisional de Monsanto, única prisão portuguesa com segurança máxima, tem uma arquitetura redonda semelhante ao modelo panótico, sem vãos para o exterior nem oportunidade de reconhecer os pontos cardeais ou a orientação solar. Que repercussões tem esta estrutura fechada nos seus habitantes? Mariana Carrolo, investigadora da NOVA FCSH, pediu literalmente aos reclusos para fazerem um desenho. 

Antes da Unesco, Lisboa já protegia o seu património

Foram várias as denúncias de “vandalismos patrimoniais” feitas por quem passou em viagem pela capital no século XIX. No entanto, Paulo Oliveira Ramos, investigador da NOVA FCSH, revela outro olhar, o de quem deu visibilidade a documentos legais que visavam proteger o património português.

A quem pertenceu este palácio da Calçada do Combro?

O edifício que é hoje sede da Junta de Freguesia da Misericórdia, na Calçada do Combro, é geralmente associado à família Figueiredo Cabral de Câmara, senhores de Belmonte. Porém, Isabel Mendonça, investigadora da NOVA FCSH, descobriu um equívoco nesta ligação e revela ainda quem contribuiu para a riqueza do seu interior.

Alfama: o bairro histórico que resistiu ao século XIX

Enfermos, insalubres, incómodos. Numa época em que as ruas se queriam largas e arejadas, era assim que as elites e o poder municipal lisboeta viam os bairros antigos de Lisboa. De todos eles, Alfama foi o mais visado por críticas e planos de modernização, que só não o modificaram irremediavelmente por falta de fundos e de vontade política.

Jardim de São Pedro de Alcântara – de palco de suicídios a quase símbolo da Lisboa romântica

O gradeamento que circunda ainda hoje o jardim veio diretamente do Palácio da Inquisição do Rossio, em 1864, para diminuir a tentação do salto. O miradouro de São Pedro de Alcântara era uma “fábrica de suicídios”, que desafiava a desejada identidade romântica do espaço.