Como era Lisboa antes do Terramoto de 1755? Há um painel de azulejos que lhe revela (quase) tudo

Nos últimos seis anos, uma equipa de historiadores centrada na NOVA FCSH fez a identificação iconográfica de quase 150 edifícios e equipamentos presentes no “Grande Panorama de Lisboa”, executado em finais do século XVII. São várias as histórias agora reveladas por este painel de azulejos, com 23 metros de comprimento, mas a maior continua à vista de todos.

13, 14 e 15 de Outubro de 1917 – três dias fervilhantes para Almada Negreiros, os “Ballets Russes” e a Revolução de Outubro

A 13 de outubro de 1917, há precisamente um século, os jornais portugueses anunciavam a vinda dos Ballets Russes a Lisboa. Almada Negreiros ficou tão entusiasmado que, no dia seguinte, escreveu um manifesto sobre a companhia de bailado e um dia depois aludiu, noutro texto, à ação da guerra sem saber que vinha aí a Revolução de Outubro na Rússia.

Jardim de São Pedro de Alcântara – de palco de suicídios a quase símbolo da Lisboa romântica

O gradeamento que circunda ainda hoje o jardim veio diretamente do Palácio da Inquisição do Rossio, em 1864, para diminuir a tentação do salto. O miradouro de São Pedro de Alcântara era uma “fábrica de suicídios”, que desafiava a desejada identidade romântica do espaço.

O percurso “rocambolesco” do Grande Panorama de Lisboa

No século XIX, o marquês de Sousa Holstein, vice-inspetor da Academia de Belas Artes de Lisboa, tentou adquirir objetos de várias artes para formar um “museu central”. Entre esses objectos estava o Grande Panorama de Lisboa, um painel de azulejos com 23 metros de comprimento. Hugo Xavier, investigador da NOVA FCSH, relata o longo e curioso percurso desta obra para chegar a mais do que um destino.

“Partir da viola” para entender o lugar de Amadeo de Souza-Cardoso na revista Orpheu

Trou de la Serrure Parto da Viola Bon ménage Fraise Avant-garde é o extenso título de um quadro de Amadeo de Souza-Cardoso. Fez parte da exposição individual na Liga Naval de Lisboa, em 1916, agora evocada pelo Museu do Chiado até 24 de fevereiro de 2017. É também o mote para Marta Soares, investigadora da NOVA FCSH e uma das curadoras da atual exposição, discutir o lugar de Amadeo na revista modernista Orpheu.  

Portas de Santo Antão: em busca dos notáveis

É pequena em extensão – percorre-se em poucos minutos – mas gigante na diversidade. Neste roteiro, procuramos os notáveis de outros tempos. Uns permanecem. Outros são histórias em ruínas.