O “Grupo do Leão”: a maior homenagem que Columbano Bordalo Pinheiro fez aos artistas

Numa das paredes do restaurante Leão d’Ouro, no Rossio, ainda é possível admirar uma reprodução do óleo sobre tela onde estão representados alguns pintores que pertenceram ao emblemático “Grupo de Leão”. Eça de Queiroz considerou-a o melhor trabalho de Columbano Bordalo Pinheiro.

Campo de Ourique – como se formou um bairro

São histórias inéditas que convidam a um novo olhar sobre Campo de Ourique. Como nasceu e cresceu este bairro, um dos primeiros planos urbanísticos aprovados  por um emblemático plano de melhoramentos da cidade? Quem foi, afinal, o autor dos seus traços? Este roteiro convida à descoberta do pioneirismo deste bairro e do que se investiga sobre ele.  

Campo de Ourique – porquê este bairro? Parte II

Há 140 anos, era aprovado o plano do bairro de Campo de Ourique, uma das primeiras iniciativas da Câmara Municipal de Lisboa no âmbito do plano de melhoramentos da capital. O seu isolamento geográfico acabou por ser decisivo para a sua identidade sócio-cultural, que perdura ainda hoje.

Campo de Ourique – porquê este bairro? Parte I

Quando o plano urbanístico de Lisboa começou a tomar forma na segunda metade do século XIX, a intervenção prioritária aparentava ser na zona a norte da Baixa Pombalina.  O que levou a Câmara Municipal de Lisboa a traçar o projeto urbanístico para o bairro de Campo de Ourique, no extremo nordeste do núcleo urbano da cidade? Uma tese de mestrado desvenda a história deste bairro, que agora comemora 140 anos.

Os 100 anos que mudaram a saúde e a face urbana de Lisboa – parte I

Entre 1733 e 1833, imperou em Lisboa uma estratégia higienista, apenas interrompida pelo Terramoto de 1755. O caso era sério: a cidade era assolada por todo o tipo de surtos epidémicos, que se multiplicavam com facilidade.

Marcas do Convento do Espírito Santo na colina do Chiado

Não é pequeno o espaço que hoje identificamos como os Armazéns do Chiado, mas se se tivesse cumprido o projeto original do Convento do Espírito Santo da Pedreira outra história se contaria. O edifício concluído em 1792, depois da grande destruição do terramoto de 1755, tem muito que revelar.

O que se ouvia em Lisboa na passagem para o século XX

As alterações urbanísticas e as novas dinâmicas de uma cidade trazem com elas novos sons. É esta relação que João Silva defende. O musicólogo da NOVA FCSH analisou como as mudanças urbanísticas por que Lisboa passou entre 1864 e 1908 estão diretamente ligadas com os novos sons que se fizeram ouvir.

Como se votou em Lisboa nos últimos anos da monarquia?

As épocas eleitorais eram um dos momentos mais agitados da vida política nacional, mas a noção de “campanha eleitoral” era uma tradição urbana, ligada a Lisboa, principal centro político do país. Raramente eram apresentados programas eleitorais e só a partir de 1905 é que os comícios se tornaram frequentes na capital, privilegiando a zona dos Anjos.

Beato e Marvila – uma proposta de regeneração urbana para as zonas esquecidas da frente ribeirinha oriental

Um dos melhores exemplos de regeneração urbana em Lisboa foi a do Parque das Nações. Contudo, mesmo ao lado, outras áreas da zona ribeirinha oriental, como Beato e Marvila, permaneceram esquecidas. Uma tese de mestrado em Gestão do Território da NOVA FCSH avança com uma proposta para colocá-las novamente no mapa.

Como veem os reclusos a sua “casa” de Monsanto?

O Estabelecimento Prisional de Monsanto, única prisão portuguesa com segurança máxima, tem uma arquitetura redonda semelhante ao modelo panótico, sem vãos para o exterior nem oportunidade de reconhecer os pontos cardeais ou a orientação solar. Que repercussões tem esta estrutura fechada nos seus habitantes? Mariana Carrolo, investigadora da NOVA FCSH, pediu literalmente aos reclusos para fazerem um desenho. 

Antes da Unesco, Lisboa já protegia o seu património

Foram várias as denúncias de “vandalismos patrimoniais” feitas por quem passou em viagem pela capital no século XIX. No entanto, Paulo Oliveira Ramos, investigador da NOVA FCSH, revela outro olhar, o de quem deu visibilidade a documentos legais que visavam proteger o património português.

A quem pertenceu este palácio da Calçada do Combro?

O edifício que é hoje sede da Junta de Freguesia da Misericórdia, na Calçada do Combro, é geralmente associado à família Figueiredo Cabral de Câmara, senhores de Belmonte. Porém, Isabel Mendonça, investigadora da NOVA FCSH, descobriu um equívoco nesta ligação e revela ainda quem contribuiu para a riqueza do seu interior.