Os 100 anos que mudaram a saúde e a face urbana de Lisboa – parte I

Entre 1733 e 1833, imperou em Lisboa uma estratégia higienista, apenas interrompida pelo Terramoto de 1755. O caso era sério: a cidade era assolada por todo o tipo de surtos epidémicos, que se multiplicavam com facilidade.

Marcas do Convento do Espírito Santo na colina do Chiado

Não é pequeno o espaço que hoje identificamos como os Armazéns do Chiado, mas se se tivesse cumprido o projeto original do Convento do Espírito Santo da Pedreira outra história se contaria. O edifício concluído em 1792, depois da grande destruição do terramoto de 1755, tem muito que revelar.

Livro do mês #Fevereiro 2018: Lisboa nas palavras dos outros

Da Lisboa magnífica de princípios do século XVIII à cidade devastada pelo seu acontecimento mais icónico; da Lisboa dos refugiados durante a II Guerra Mundial  à cidade tórrida de Antonio Tabucchi. Este livro, coordenado por Ana Isabel Queiroz, é a narrativa das narrativas sobre Lisboa.

Como era Lisboa antes do Terramoto de 1755? Há um painel de azulejos que lhe revela (quase) tudo

Nos últimos seis anos, uma equipa de historiadores centrada na NOVA FCSH fez a identificação iconográfica de quase 150 edifícios e equipamentos presentes no “Grande Panorama de Lisboa”, executado em finais do século XVII. São várias as histórias agora reveladas por este painel de azulejos, com 23 metros de comprimento, mas a maior continua à vista de todos.

“Anda mouro na costa!”

Esta era a expressão usada sempre que se aproximavam corsários e piratas da costa portuguesa. Nos dias a seguir ao terramoto que assolou Lisboa em novembro de 1755, o reino português reforçou a defesa da cidade para protegê-la de ataques iminentes dos corsários, que viram nesta catástrofe um convite à captura de bens e pessoas.

O que teve Hércules a ver com a Inquisição?

A ortodoxia cristã cedo se apropriou, no plano simbólico, da mitologia grega. Hércules, o herói que a espada e fogo matou a temível Hidra, servia de feição para representar a luta do bem contra o mal. Uma associação de ideias que a Inquisição portuguesa não deixou de explorar iconograficamente.

A quem pertenceu este palácio da Calçada do Combro?

O edifício que é hoje sede da Junta de Freguesia da Misericórdia, na Calçada do Combro, é geralmente associado à família Figueiredo Cabral de Câmara, senhores de Belmonte. Porém, Isabel Mendonça, investigadora da NOVA FCSH, descobriu um equívoco nesta ligação e revela ainda quem contribuiu para a riqueza do seu interior.

Graça em estado de graça

Diz-se que é uma das zonas mais ricas em edifícios de tipologia operária – conhecidos como vilas operárias –, solução encontrada pela cidade para acolher os trabalhadores fabris vindos de todo o país, mas é muito mais do que isso. Descubra neste roteiro uma outra Graça, onde figuras literárias, fado e outras teias de cultura se cosem com a apertada malha urbana.