O impacto da música rap na sociedade portuguesa anima um ciclo de conferências integradas no projeto “RAPortugal 1986 – 1999”. Uma iniciativa da Associação Mural Sonoro com apoio da DGArtes.
A forma como a música rap escreveu, no final do século XX, parte da história da cultura popular da cidade de Lisboa e, a partir da sua visibilidade na capital, de outros pontos do país, foi o ponto de partida para conversas sobre temas como economia, exclusão social, novas linguagens, sonoras e culturais.
Os temas integram o projeto “RAPortugal 1986 – 1999”. Um projeto investiga como um grupo de jovens, na sua maioria filhos de imigrantes residentes em bairros de Lisboa, passaram a inscrever-se na história da cidade com a sua entrada na indústria discográfica.
A investigação é coordenada por Soraia Simões, investigadora do Instituto de História Contemporânea (IHC), e presidente da Direção da Associação Mural Sonoro. Esta associação faz parte, desde 2015, do consórcio liderado pela The British Library Europeana Sounds.
Entre setembro de 2016 e janeiro de 2017, decorrem atividades diversas: workshops realizados em parceria com a Associação Cultural Moinho da Juventude; debates como “Anos 90, as mulheres no RAP” ou “A Lisnave e o movimento operário no pós 25 de Abril”; visualização do documentário ”Geraçon rap” (1995).
Na sessão inaugural, na NOVA FCSH, estiveram presentes Fernando Rosas, professor e investigador do (IHC), José Falcão, um dos fundadores da SOS Racismo em 1990, e o rapper Lince, membro do grupo New Tribe, um dos que viria a ser integrado na primeira coletânea hip hop editada em Portugal sob a chancela da Sony Music.
Os parceiros deste Ciclo de oito sessões são: o Instituto de História Contemporânea, a Câmara Municipal de Almada, LARGO Residências, estúdios BIG HIT, SOS Racismo, Associação Cultural Moinho da Juventude, a Associação FIAR, e o Conservatório de Música de Coimbra.
Programa do Ciclo de Conferências e Debates
Legenda da imagem: evento de RAP. Fotografia de Jon Kristian Bernhardsen [CC].


