Marcas da canção de protesto, em Lisboa e no mundo

A canção de protesto enquanto motor de mudança social foi o tema discutido na NOVA FCSH durante a ICPSong’16. A música ao vivo, claro, não faltou.

A 29 de março de 1974, o Coliseu dos Recreios foi palco de um concerto de músicas de intervenção, que reuniu, entre outros, José Afonso, José Barata Moura, Manuel Freire, Fernando Tordo, Fausto, Vitorino, José Jorge Letria, Adriano Correia de Oliveira. Menos de um mês depois, a revolução acontecia nas ruas da cidade.

Refletir sobre a relação entre as canções de protesto e os processos de mudança social nos séculos XX e XXI foi o objetivo da Conferência Internacional Canção de Protesto e Mudança Social, realizada em junho de 2016 na NOVA. O evento envolveu concertos gratuitos com a participação de José Mário Branco, Carlos Alberto Moniz, José Jorge Letria, Carlos Mendes, Capicua, João Afonso, Coral de Letras e solistas da Metropolitana.

Em paralelo com esta iniciativa, a FCSH/NOVA mostrou também a exposição “Discos na Luta”, realizada com capas de discos de vinil produzidos entre 1960 e 1979.

O programa da ICPSong’16 incluiu também uma visita à cidade alentejana de Grândola, símbolo de resistência e protesto imortalizada na canção de José Afonso. A iniciativa constituiu o primeiro grande evento do Observatório da Canção de Protesto, fundado em Grândola com o apoio da Câmara Municipal local, do Instituto de História Contemporânea (IHC) e do Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança (INET-md), unidades de investigação da NOVA FCSH.

Leia a cobertura do evento no Público e no Expresso.

Legenda da imagem: José Afonso foi, naturalmente, um dos nomes em destaque no evento.

 

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