Recordar o Tarrafal no Museu do Aljube

Um dos campos de prisioneiros mais representativos da repressão do Estado Novo, a prisão do Tarrafal, em Cabo Verde, foi recordado na antiga prisão do Aljube, hoje Museu, por ex-presos políticos, artistas e historiadores da NOVA FCSH.

O Estado Novo criou várias prisões especiais para opositores políticos. Uma das mais emblemáticas é a colónia penal do Tarrafal, na ilha de Santiago (Cabo Verde), inaugurada em 1936. Considerado por historiadores como o primeiro campo de concentração português, a sua história foi recordada num encontro, em julho de 2016, que incluiu a presença de ex-presos políticos e uma exposição documental para assinalar o 80.º aniversário da sua abertura.

O local não poderia ser mais apropriado: o Museu do Aljube, antiga cadeia para presos políticos em Alfama, hoje um espaço dedicado à memória do combate à ditadura e de luta pela liberdade.

No evento, com dimensão europeia e organizado pelo Instituto de História Contemporânea (IHC), discutiu-se o encarceramento político em colónias europeias no século XX. Foram apresentados resultados de investigações sobre prisões e prisioneiros políticos nos impérios britânico, francês, belga, alemão e português, bem como olhares transversais e transnacionais sobre o encarceramento político em situação colonial.

Legenda da imagem: Museu do Aljube. Crédito: Hipersyl. [CC]

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