15 Outubro, 2018

Património esquecido de casas senhoriais

Pormenor do painel "Vénus e Vulcano", realizado a partir de composição de Francesco Albani. Fachada que dá para o jardim (1735). Créditos: Ana Paula Rebelo Correia.

Todos os dias passamos por prédios de habitação ou de comércio que outrora foram palácios. Embora as fachadas não o revelem, os seus interiores podem conservar vestígios dessa vivência palaciana.

Ana Paula Rebelo Correia, do Departamento de História de Arte da NOVA FCSH, dá neste artigo dois exemplos desse património esquecido:

  • os azulejos do jardim da Quinta do Espie, no Lumiar, também conhecida como palácio dos Duques de Palmela;
  • a pintura dos tetos do Palácio Sandomil, entre a rua de Chagas e o Largo do Calhariz.

Os painéis de azulejos da Quinta do Espie, de 1735, ilustram temas realizados a partir de composições de Francesco Albani: O repouso de Vénus e Vulcano, A Toilette de Vénus, Adónis é levado até Vénus pelos cupidos e Os Cupidos adormecidos são desarmados. O edifício, durante muitos anos com uma fachada decadente, foi recentemente alvo de recuperação, numa intervenção que o reconverteu em vários apartamentos para habitação privada.

Também a fachada do Palácio Sandomil, um dos que resistiram ao terramoto, necessita de reabilitação. No seu interior, dois tetos, únicos na cidade, são integralmente pintados com temas da mitologia greco-romana que reproduzem pinturas europeias do século XVII. A pintura destes tetos datará provavelmente de finais do século XVII e início do século XVIII e é atribuída a António de Oliveira Bernardes.

Não sendo possível visitar o interior destas propriedades privadas, explore a galeria de imagens.

 

 

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