13 Novembro, 2018

O terramoto de 1755 explicado às crianças

Sabia que existe um relato de uma testemunha do terramoto? E que o Algarve, o sul de Espanha e Marrocos também sentiram o tremor de terra, enquanto Belém e Campo de Ourique nem sequer sentiram o chão a tremer? Estas e outras curiosidades estão documentadas no livro digital publicado pelo Centro de Investigação para Tecnologias Interativas (CITI) da NOVA FCSH.

Nove horas e trinta minutos. O dia de Todos os Santos afigurava-se calmo e tranquilo, sem uma nuvem. Subitamente, a terra começou a tremer e em poucos minutos a baixa de Lisboa estava reduzida a escombros. A coleção digital “Catástrofes e Desastres Naturais”, publicado pelo CITI da NOVA FCSH, promove a literacia sobre estes acontecimentos, ao dedicar parte de um livro ao terramoto de 1755.

Sob a escrita de Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães, o livro apresenta diversos factos históricos curiosos com uma linguagem acessível ao público mais jovem. Um deles é sobre uma testemunha que sobreviveu ao terramoto, Jácome Ratton, que descreveu aquele fatídico dia no seu livro de memórias.

Uma curiosidade sobre este dia prende-se com a origem da expressão “resvés Campo de Ourique”, isto porque o sismo não se sentiu na zona de Belém nem de Campo de Ourique. Porém, a destruição chegou perto (ou “resvés”) a esta última zona. O que torna ainda mais curioso tal facto é  que as zonas do Algarve, o sul de Espanha e de Marrocos sentiram o abalo sísmico mas não existe qualquer registo dos danos causados.

No total, a baixa de Lisboa perdeu 17 mil casas, 53 palácios, 32 igrejas, 60 capelas, 46 conventos e mosteiros, documentos e obras de arte importantes sobre a História de Portugal.

Fotografia:  Terreiro do Paço na primeira metade do século XVIII (gravura da obra Les delices de l’Espagne et du Portugal, de Colmenar  – Arquivo Fotográfico de Lisboa).

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O PROJETO

Uma nova forma de conhecer Lisboa
+ inovadora + visual e + interativa
a partir do que se investiga na NOVA FCSH. [Saiba +]

APRENDER SOBRE LISBOA NA NOVA FCSH 2017/2018

Tempos e cidades (1.º semestre)
Unidade curricular do mestrado em Estudos Urbanos, aberta a alunos externos. [Saiba +]

História de Lisboa Medieval (1.º semestre)
Unidade curricular do mestrado em História, aberta a alunos externos. [Saiba +]

A cidade na cultura oitocentista (2.º semestre)
Unidade curricular do mestrado em História da Arte, aberta a alunos externos. [Saiba +]

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