Um ano a contar a cidade

São mais de 250 as estórias sobre a cidade que publicámos no site FCSH +Lisboa no seu primeiro ano. Estórias geradas pelo estudo da cidade pelas ciências sociais, as artes e as humanidades. Estórias que cruzam tempos, temas e territórios de Lisboa.

A nossa imagem não é um bilhete postal da cidade. Não só integra vários tempos e territórios como está povoada de pessoas. Porque uma cidade é isso mesmo. E foi isso que lhe fomos mostrando, a partir da investigação feita na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCSH). O propósito deste site é esse: Conhecer e Contar a Cidade.

O tema que mais se destacou foi o de estórias com pessoas dentro, a categoria Gentes e Vivências. São mais de 80 entradas, que falam de expressões vivas do passado (“Cair o Carmo e a Trindade”…), de ideias partilhadas sobre al-Andaluz ou a trasladação de São Vicente, na Idade Média, de como se vivia na Lisboa renascentista e do que se comia nesse tempo à mesa do rei. Falam também de tempos mais recentes, modernos e contemporâneos – como o olhar fulminante da imprensa sobre os mais pobres da cidade, o “imposto sobre as janelas”, a elaboração dos trajes da marcha popular de Alfama, a mudança de vida dos Bangladeshis ou os modos como reclusos veem a sua “casa” em Monsanto. E de muito mais, claro.

Neste primeiro ano, cobrimos todos os tempos de Lisboa. Da Lisboa antiga aos século XX, contámos como ao longo dos séculos tem sido feita a associação de Lisboa a Ulisses, o navegante grego. Lideram os tempos mais recentes, os séculos XX e XXI. Na NOVA FCSH não estudamos apenas o passado, distante ou próximo, estudamos também o presente. Aqui deixamos estórias desse conhecimento e de como intervimos com debates, exposições ou projetos com a população.

As estórias de FCSH +Lisboa povoam a cidade, de norte a sul, de oriente a ocidente. As Avenidas Novas, onde nos situamos, e Do Chiado a Campo de Ourique, estão em primeiro lugar no número de entradas. As Avenidas Novas foram tratadas em dois dos seis roteiros que publicámos no primeiro ano. Também pode criar o seu próprio roteiro, indo do Chiado a Campo de Ourique, a partir das muitas entradas que passam pelo Bairro Alto, descem a São Bento e sobem até aos Prazeres. Ou qualquer outro, a partir dos seus interesses e do que lhe contámos. Teríamos muito gosto em receber imagens e comentários sobre o que viu.

Este é um projeto aberto à cidade e a todos os que a palmilham. A sua partilha, sugestões e críticas ajudar-nos-ão a continuar a dar a conhecer a cidade a partir dos saberes das ciências sociais e das humanidades – que importam, como cada vez mais se tem vindo a reconhecer. Um obrigada!

 

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