10 Dezembro, 2018

Uma fábrica de diamantes na modernização de Lisboa

Pelas instalações que acolhem hoje a RTP e que foram sede da Parque Expo-98 entre 1993 e 1998 passaram diamantes por lapidar.

A Lisboa dos anos 60 foi pensada em função de um programa industrial que, segundo o Plano Director da Urbanização de Lisboa de 1948, da autoria do urbanista polaco-russo Etienne de Gröer, simbolizava a dignificação urbana. A nova zona industrial oriental, que beneficiava de infraestruturas modernas e da convivência mais harmoniosa da indústria no espaço urbano, nasceu na zona dos Olivais, em dois eixos: Avenida Marechal Gomes da Costa e Avenida Infante Dom Henrique.

Foi na Avenida Marechal Gomes da Costa que se instalou a DIALAP – Sociedade Portuguesa de Lapidação de Diamantes, simbolizando, na altura, a “indústria de excepção” da cidade, como descreve Deolinda Folgado, historiadora da NOVA FCSH, neste artigo (2014). Os arquitetos Carlos Manuel Ramos e António Teixeira Guerra projetaram entre 1960 e 1966 um edifício moderno, próprio do funcionalismo de Le Corbusier. A fachada com panos de vidro e os estores móveis em alumínio imprimiam leveza aos três blocos que se articulavam: zonas de produção, administração e controlo.

A fábrica de diamantes, como era conhecida, funcionou até aos anos 90. Entre 1993 e 1998, foi sede da Parque Expo-98. O edifício acolhe, desde 2004, os estúdios da RTP.

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Tempos e cidades (1.º semestre)
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Unidade curricular do mestrado em História da Arte, aberta a alunos externos. [Saiba +]

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