Azulejaria Arte Nova em Lisboa

Avenidas Novas, Arroios, Xabregas, Alcântara, Lapa e Campo de Ourique foram, nos princípios do século XX, os principais cenários da azulejaria artenoviana.

Exploração de novos materiais, como o ferro e o vidro, formas orgânicas numa perspetiva simbolista, e a valorização da Natureza e do trabalho artesanal caracterizam a Arte Nova, que influenciou a arquitetura e a cerâmica portuguesas no início do século XX.

Daniela Simões dedicou a sua tese de Mestrado (2014) em História da Arte da NOVA FCSH o estudo do azulejo português característico da Arte Nova. Na área de Lisboa, destaca os trabalhos dos pintores figurativos José António Jorge Pinto (1875-1945) e Jorge Colaço (1868-1942). O primeiro, considerado um dos mais representativos da Arte Nova em Portugal, trabalhou na Fábrica Constância, entre 1897 e 1906, e colaborou com a Fábrica de Campolide, duas infra-estruturas de referência na produção de loiça e azulejos. O segundo trabalhou na Fábrica de Louça de Sacavém, entre finais do século XIX e 1923.

Também os arquitetos Raul Lino, Ventura Terra, Norte Júnior e Álvaro Machado incorporaram composições azulejares características da Arte Nova nos seus projetos lisboetas.

 

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